O número representa mais que o dobro do balanço do governo líbio, de 300 mortos. A FIDH menciona 275 mortos na capital Trípoli e 230 na cidade de Benghazi, epicentro dos protestos.
A quantidade de vítimas varia, pois a imprensa internacional e outras fontes enfrentam dificuldades de relatar o que se passa dentro do país. O ministro do das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, chegou a citar até mil mortos
Médico francês calcula 2.000 mortos em Benghazi
Um médico francês que acaba de voltar de Benghazi, no leste da Líbia, estimou nesta quarta que os confrontos na cidade fizeram "mais de 2.000 mortos".
- Benghazi foi atacada na quinta-feira [17]. Nossas ambulâncias contaram, no primeiro dia, 75 mortos; no segundo, 200; em seguida mais de 500. No total, acho que houve mais de 2.000 mortos.
Buffet, médico durante um ano e meio do Benghazi Medical Center, deu o depoimento à revista francesa Le Point.
Uma de suas colegas, diretora do grupo de enfermagem no mesmo hospital, Patricia Vignetta, viu chegar dezenas de feridos e mortos vítimas de disparos entre a última quinta-feira e este domingo (20).
Patricia foi repatriada para a França na manhã desta quarta depois de ter passado mais de um ano em Benghazi. Antes de deixar a cidade, "no aeroporto de Benghazi, vimos militares, mas com uniformes diferentes, pelo que deduzimos que seriam mercenários", prosseguiu ela.
- A embaixada mandou que partíssemos, porque o hospital tornou-se alvo das autoridades líbias. Mas deixamos para trás funcionários líbios, enfermeiras filipinas, médicos ucranianos.
Jornalistas que entrarem na Líbia estarão ilegais
Nesta terça-feira, o vice-ministro líbio das Relações Exteriores, Khaled Kaim, declarou que os jornalistas que entrarem ilegalmente na Líbia serão considerados colaboradores da Al Qaeda e foras da lei.
- Existem jornalistas que entraram ilegalmente e nós os consideramos colaboradores da Al Qaeda e foras da lei. Não somos responsáveis por sua segurança. Eles serão presos, a não ser que se rendam às autoridades.
Nesta terça-feira (22), um correspondente da rede CNN no Cairo, Ben Wedemann, entrou na Líbia pela fronteira ao leste, com o Egito, região que está sob controle da oposição, segundo relatos.
Desde então, outros jornalistas de agências e jornais internacionais cruzaram a fronteira.
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